Inquérito nacional sobre parto e nascimento

Sobre o projeto

Evidencias cientificas recentes sugerem que o modelo medicalizado de nascimentos, onde há excesso de intervenções no parto (medicamentos para indução ou aceleração do parto, amniotomia, anestesia, episiotomia), e principalmente a cesariana desnecessária, tiveram como uma das suas consequências o aumento na taxa de nascimentos prematuros.

Com esse estudo procurou se conhecer melhor a atenção ao pré-natal, ao parto, nascimento e puerpério no Brasil, além de estimar a prevalência da prematuridade e a incidência de complicações clínicas imediatas ao parto, e após o parto para as mães e recém-nascidos. Também se descreveu a prevalência de morbidade materna grave (near miss materno) e desenvolveu-se o conceito de morbidade neonatal grave (near miss neonatal).

Em face da necessidade de aprofundar o estudo das repercussões destes procedimentos sobre os desfechos maternos e neonatais, foi criado sob a coordenação geral da Professora Maria do Carmo Leal, o projeto de pesquisa Nascer no Brasil. A equipe da pesquisa foi formada por uma coordenação central, cinco coordenações regionais e 27 coordenações estaduais, cobrindo todas as unidades da Federação. Em cada estado o trabalho de campo foi realizado com a participação de supervisores e entrevistadores treinados para coleta de dados, que envolveu mais de 600 pesquisadores de campo.

A pesquisa Nascer no Brasil: inquérito nacional sobre o parto e nascimento é o primeiro estudo nacional de base epidemiológica que descreve a atenção ao parto e nascimento, tornando-se uma fotografia do nascimento no Brasil e se constituindo em linha de base para o monitoramento da Rede Cegonha.

Financiamento e Apoio:
Edital MCT/CNPq/CT-Saúde/MS/SCTID/DECIT no 0557366/2009
INOVA ENSP – 25388.000773-2009-66
FAPERJ – Bolsa Cientista do Nosso Estado – Processo E-26/103.083/2011