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Reportagens

Compromisso pelos direitos humanos

Data de publicação: 
01/05/2014

Durante a Copa das Confederações, ano passado, no Brasil, além das manifestações nas ruas, um episódio ganhou repercussão internacional, em manchetes dos jornais: jogadores da Espanha haviam sido flagrados com prostitutas em hotel de Fortaleza, uma das cidades-sede da Copa. Para a Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa, a exploração sexual, bem como as demais manifestações de direitos humanos violados, merece atenção, quando se fala de legado da Copa no Brasil. “As violações históricas sofridas pelas mulheres são acirradas com a Copa. Denunciamos o aumento da exploração sexual e do tráfico de mulheres, o acirramento da mercantilização do corpo feminino — exposto como disponível em diversas campanhas publicitárias, como a da Adidas (Radis 139), tornando-as mais vulneráveis a estupros e assédios de diversas ordens”, diz a carta do 1º Encontro dos Atingidos pela Copa, realizado em 5 de maio, em Belo Horizonte.

 Exploração sexual e violação de outros direitos merecem atenção ao se computar o legado da competição no país. (Foto: Repórter Brasil)

 

Na carta, os Comitês Populares assumem o compromisso de lutar também contra a criminalização dos movimentos sociais e contra as leis antiterroristas e antimanifestações — como vêm sendo chamados os projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional que tipificam o crime de terrorismo no Brasil. Na mesma linha, defendem a anistia dos que respondem a processos por conta das manifestações e uma campanha nacional pela desmilitarização da Polícia Militar, e propõem debate sobre a democratização das comunicações no Brasil. “A nossa estratégia é fortalecer esse grande coletivo de comunicação organizado nas 12 cidades a fim de conseguir fazer a disputa midiática que nos abafou durante muito tempo”, diz Cláudia Fávaro, do Comitê Popular da Copa de Porto Alegre. “Copa e Olimpíadas não justificam a violação de direitos humanos. Nenhum direito pode ser violado a pretexto dos interesses e emergências que pretendem impor ao povo brasileiro, em particular nas cidades que sediarão os megaeventos”, alerta o dossiê Megaeventos e Violações de Direitos Humanos no Brasil. Desde 2010, a Ancop vem elaborando também cartilhas, notas públicas e projetos técnicos alternativos para evitar mais violações.

 
Saiba mais
 
Site do Governo brasileiro sobre a Copa do Mundo da Fifa 2014
 
Portal Popular da Copa e das Olimpíadas
 
Dossiê Megaeventos e Violações de Direitos Humanos no Brasil
 
Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas Rio de Janeiro
 
Dossiê Megaeventos e Violações de Direitos Humanos no Rio de Janeiro
 
Vídeo sobre os impactos da Copa em Fortaleza
 

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