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Revista Radis sumula

Súmula

Cirurgia não cura Alzheimer, advertem especialistas

Data de publicação: 
01/02/2016
 (foto: Vinoth Chandar)

Notícia sobre cirurgia que teria revertido os efeitos de Alzheimer mobilizou a imprensa e entidades médicas. Realizado (11/12) em um paciente de 77 anos, em João Pessoa (PB), o procedimento de estimulação cerebral profunda (do termo em inglês deep brain stimulation, DBS) foi descrito pelo Correio da Paraíba (27/12) como capaz de frear a evolução da doença em pacientes em estágio inicial — o procedimento funcionaria como um marca-passo cerebral, descarregando microcorrentes elétricas no cérebro, o que estimularia o seu funcionamento. Responsável pela intervenção, o neurocirurgião Rodrigo Marmo disse ao jornal que a operação melhoraria a memória do paciente em um ano, mas ressaltou, em outra entrevista, concedida ao JPB 1ª edição (30/12), que só é indicada em casos excepcionais. “Essa não é uma cirurgia curativa”, reforçou. O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) criticou a divulgação massiva da cirurgia e destacou que só deve ser realizada no Brasil em instituições de pesquisa e universidades, sem cobrança de honorários, informou o site do Jornal da Paraíba (1/1). O neurocirurgião Rodrigo Marmo argumentou que o procedimento já havia sido realizado no Rio de Janeiro, São Paulo e Canadá — com resultados comprovados. “Isso não é uma cura, é uma terapia modulável”, declarou, dizendo-se assustado com a repercussão. A Academia Brasileira de Neurologia (ABN) manifestou que a cirurgia não representa cura para a doença e teria “ferido os preceitos da ética médica”. A entidade informou ainda que o procedimento se encontra em investigação, já que não está autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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