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Revista Radis sumula

Súmula

Os riscos da automedicação

Data de publicação: 
01/02/2016
 (Ilustração: Caroline Beck)

 

Remédios sem receita podem prejudicar fígado, rim e até levar à morte, advertem especialistas. O alerta foi reforçado por matéria publicada no site R7 (4/1), que recomenda moderação na prática: “O paciente nunca deve tomar este tipo de remédio por mais de dois dias sem orientação médica. Deve usar a menor quantidade possível, para aliviar uma dor e não para ficar repetindo o seu uso”, disse ao site Paulo Picon, consultor do comitê de medicamentos do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo, que defende a limitação legal para a venda de qualquer medicamento. Ele cita como exemplo o analgésico paracetamol que, se ingerido em dosagem alta (7 gramas) pode gerar necrose hepática. Segundo ele, a dipirona também oferece risco, já que pode causar a forma mais grave das anemias, independentemente da dose — e, em casos extremos, levar à morte. Também há perigo no uso indevido de antiácidos (que podem causar cálculos renais) e de laxantes (sob o risco de “acomodar” o intestino), orientou Picon. A automedicação também prejudica o controle e tratamento dos efeitos colaterais. A reportagem registrou, de acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (Abifarma), que, a cada ano, cerca de 20 mil pessoas morrem, no Brasil, vítimas da automedicação (números que incluem fármacos isentos de receita, como colírios e descongestionantes) e que os medicamentos são a causa de 28% de todas as notificações de intoxicação registradas pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), da Fiocruz. Os números também mostram que o número de farmácias por habitante no Brasil — uma para cada 3 mil — é superior ao que recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS) — uma para cada 8 mil —, não contabilizando medicamentos ofertados em feiras livres e pela Internet. Além disso, há no país número superior a 12 mil substâncias e 32 mil rótulos de remédios disponíveis no mercado brasileiro, quando o limite recomendado pela OMS é de 300 rótulos ou 6 mil substâncias para cada país.

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