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Revista Radis sumula

Súmula

Saúde mental de jovens preocupa universidades

Data de publicação: 
01/10/2017

Os casos de alunos com ansiedade e depressão estão cada vez mais frequentes, o que tem levado as instituições públicas a criar núcleos de prevenção e atendimento psicológico. Os estudantes também têm organizado grupos de apoio nas redes sociais para compartilhar relatos e oferecer ajuda. Conforme reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo (16/9), com dados obtidos, por meio da Lei de Acesso à Informação, apenas na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no interior de São Paulo, foram 22 tentativas de suicídio nos últimos cinco anos. Nas universidades federais de São Paulo (Unifesp) e do ABC (UFABC), cinco estudantes concretizaram o ato no mesmo período. Na Federal de Minas Gerais (UFMG), foram criados neste ano dois núcleos de saúde mental, após dois suicídios entre alunos. Até então, só a escola de Medicina tinha atendimento do tipo. “Se um fato já aconteceu, é sinal de que falhamos no processo”, diz a vice-reitora Sandra Almeida.
Um mapeamento feito pela UFABC mostrou que 11% de seus alunos que trancaram a matrícula em 2016 o fizeram por problemas psicológicos. O psicólogo André Luís Masieiro, do Departamento de Atenção à Saúde da UFSCar, afirma na reportagem que a busca por auxílio psicológico está frequentemente ligada à exigência constante que se faz dos jovens. “Sem dúvidas há um aumento do fenômeno da depressão em universitários. A ameaça do desemprego e do fracasso profissional são fatores desencadeantes de depressão.”
A UFSCar distribuiu cartilha de práticas de acolhimento em saúde mental para docentes e funcionários que recebem alunos em situação de sofrimento psicológico. Entre as ações de prevenção e atendimento listadas pela reportagem, estão também a da Federal da Bahia (UFBA), que criou esse ano um programa para ajudar alunos, principalmente os de baixa renda. “Os cotistas sofreram rejeição, até mesmo de alguns professores”, diz o psicanalista e assessor da UFBA Marcelo Veras.
Alunos também têm se reunido em grupos para auxiliar colegas e sensibilizar as instituições. A principal iniciativa do tipo foi a Frente Universitária de Saúde Mental, criada em abril por alunos de instituições públicas e privadas de São Paulo. O movimento surgiu após tentativas de suicídio na Medicina da USP. “Eram muitos alunos com esgotamento, sem acompanhamento adequado, e percebemos que isso não era particularidade da Medicina”, conta a aluna do curso Karen Maria Terra, de 23 anos, integrante da Frente. Eles organizaram, em junho, uma semana de palestras para abordar questões sobre a saúde mental. A página do grupo no Facebook tem 27 mil seguidores.

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