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Revista Radis sumula

Súmula

Vigilância na Cidade do Rock

Data de publicação: 
01/10/2017
As 294 inspeções realizadas pela Vigilância Sanitária nos três primeiros dias do festival Rock in Rio revelaram a tensão existente entre o processamento artesanal e os produtos industrializados. Em sua edição de agosto, a revista Visa em Debate, editada pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz), trouxe artigo (https://goo.gl/Br1EXK) da pesquisadora Rosângela Pezza Cintrão, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, no qual a autora reflete sobre a valorização dos produtos artesanais e da agricultura familiar em contraponto com a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional presente na RDC nº 49/2013, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A vistoria da Vigilância inutilizou 610 kg de alimentos considerados impróprios para consumo, entre eles, sanduíches, queijos, linguiças, embutidos, cogumelos, churros, carne de sol, especiarias e hambúrgueres. De acordo com o site do Estadão (18/9), multas foram aplicadas “por alimentos conservados em temperaturas inadequadas, sem rótulos, falta de asseio, falta de sistema de água quente corrente nas cozinhas, falta de certificado de capacitação, exaustão ineficiente, falta de lavatório para as mãos, falta de equipamentos de proteção individual de trabalhadores e falta de asseio em banheiro da força de trabalho do evento”. Na abertura do festival (15/9), a Visa fez uma apreensão em espaços comandados pelos chefes Roberta Sudbrack e Jayme Barreto Drummond. Nas redes sociais, Roberta questionou a blitz da Vigilância, desqualificando o importante papel que o órgão tem cumprido em defesa da saúde da população. “Não houve ‘bom senso ou razoabilidade’ na fiscalização”, escreveu Roberta em um post no Instagram, afirmando que iria recorrer à justiça ao apontar para temas como fome e a insegurança alimentar diante da inutilização de 160 kg de alimentos que seriam comercializados. Em nota, a Vigilância alegou que os produtos entraram de forma ilegal no município pois estavam sem o registro do Serviço de Inspeção Federal (SIF). “E como que esses alimentos vieram parar aqui? Como eles passaram pelas barreiras?”, perguntou Aline Gomes, coordenadora de alimentos da Visa, em matéria divulgada pelo G1 (18/9). Além da qualidade dos alimentos, o G1 mostrou a amplitude do trabalho da Visa ao informar (19/9) que os fiscais também verificaram condições higiênicas de estabelecimentos, postos médicos, ambulâncias, salões de beleza, ambientes de uso comum e água dos bebedouros e também checaram condições de trabalho dos funcionários e destinação do lixo produzido no local. Em um protesto (20/9) à ação da Vigilância, o presidente interino da Câmara, Fabio Ramalho (PMDB-MG), promoveu uma degustação de queijos mineiros em seu gabinete para políticos e pediu celeridade aos projetos em tramitação para regulamentar a inspeção dos produtos de pequenos produtores.

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