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Revista Radis sumula

Súmula

Hepatite A: crescem os riscos de contaminação

Data de publicação: 
01/02/2018
 (A hepatite A pode ser transmitida pela água ou pelos alimentos contaminados. Foto: agência brasil
 
Com transmissão pela via oral-fecal, a hepatite A foi noticiada no fim de 2017 e início de 2018 por conta do aumento do número de casos em São Paulo e no Rio de Janeiro: em 2017, somente a capital paulista registrou 694 casos, um terço das ocorrências em todo o país em 2015. Já no Rio de Janeiro, foram 119 pessoas infectadas pela doença (um aumento de mais de 10 vezes em comparação com o ano anterior) — a maioria dos casos se concentra na comunidade do Vidigal, favela da Zona Sul carioca. Como informou o site da BBC Brasil (10/1), os dois surtos de hepatite A — que vinha diminuindo o número de casos nas últimas décadas — parecem ter sido causados por fenômenos diferentes, de acordo com especialistas.
 Esse tipo de hepatite pode ser transmitida por contato direto entre as pessoas, pela água ou por alimentos contaminados, por mãos mal lavadas ou sujas de fezes e por objetos que contenham a presença do vírus. Como explicou a notícia da BBC Brasil, em São Paulo, a Secretara Municipal de Saúde atribui o avanço da doença ao sexo oral-anal sem proteção — embora a hepatite A não seja considerada uma infecção sexualmente transmissível, o contato com a região perianal ou com material que contenha resíduos de fezes pode gerar contaminação. Já no Rio de Janeiro, a causa mais provável é a presença do vírus na água, principalmente pela ocorrência em uma região pobre com deficiência no saneamento básico.
Ao analisar a água em 10 pontos próximos ao Vidigal, o Laboratório de Desenvolvimento Tecnológico em Virologia da Fiocruz encontrou a presença do vírus em três locais — em um poço, em um lote de água mineral e em um chuveirão da praia em frente ao morro do Vidigal, o que aumenta o risco de contaminação principalmente no verão. Como informou a Agência Brasil (10/1), os moradores devem manter cuidados preventivos como lavar as mãos e só utilizar água fervida ou filtrada para beber e preparar alimentos. A infecção — que ataca o fígado — geralmente é benigna em criança e mais grave em adultos, mas podem ocorrer formas fulminantes da doença, inclusive com risco de morte. Segundo a BBC Brasil, no Rio, ainda não houve complicações, mas em São Paulo quatro pacientes já foram levados à fila de transplante devido à doença, com duas mortes, o que não ocorria no estado desde 2012.
 
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