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Revista Radis sumula

 

Súmula

Número de médicos cresce, má distribuição permanece

Data de publicação: 
01/04/2018
Embora o Brasil tenha alcançado em 2018 um marco histórico em número de médicos, a alta densidade não garantiu melhor distribuição desses profissionais no país. Além de se concentrarem em grandes centros e capitais brasileiras, estão mal distribuídos entre os setores públicos e privados de saúde. Os dados fazem parte da quarta edição da pesquisa Demografia Médica no Brasil 2018, feita pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) com apoio do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), divulgados dia 20 de março, em Brasília.
De acordo com o estudo, em 2020 o país terá ultrapassado a marca de meio milhão de médicos. A região Sudeste tem a maior taxa, de 2,81 médico por mil habitantes. Mário Scheffer, coordenador da pesquisa e professor do Departamento de Medicina Preventiva da FMUSP, comentou, em matéria publicada no Jornal da USP (20/3) que, mesmo com o maior número de profissionais, as desigualdades permanecem tanto geograficamente, quanto no interior do próprio sistema de saúde. “Faltam médicos nos pequenos municípios, nas periferias das grandes cidades e em vários serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) – na atenção primária, em prontos-socorros e em ambulatórios de especialidades”. 
O estudo apontou que, enquanto em todo o Brasil existem 2,18 médicos por mil habitantes, em algumas capitais brasileiras – Vitória, no Espírito Santo, por exemplo – existem 12 médicos por mil habitantes. No outro extremo, no interior das regiões Norte e Nordeste, há menos de um médico por mil habitantes. A pesquisa mostrou também que há mais mulheres na profissão e elas já são maioria entre os recém-formados e entre os médicos com menos de 35 anos. O percentual de mulheres na população total de médicos no Brasil acompanha a tendência mundial de feminização da Medicina. As médicas no Brasil representam cerca de 57,4% no grupo até 29 anos e 53,7% na faixa entre 30 e 34 anos. A pesquisa completa está disponível para download em 
 
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